Como criar um site do zero: domínio, hospedagem e plataforma

Como criar um site do zero fica simples quando você decide três coisas antes de gastar dinheiro: qual plataforma usar, onde hospedar e qual domínio registrar. Quando essas escolhas são bem feitas, o resto vira execução com checklist: montar páginas essenciais, ajustar SEO básico e colocar o site no ar com aparência profissional.

Este guia vai te levar por um caminho prático: primeiro você escolhe a melhor trilha para o seu caso (WordPress, construtor ou e-commerce), depois aplica os critérios certos para domínio, hospedagem, estrutura, conteúdo e indexação.

Como criar um site do zero: escolha o caminho ideal

Antes de comprar qualquer coisa, escolha um destes 3 caminhos. Eles determinam o nível de liberdade, custo no longo prazo e quanto você vai depender de terceiros.

Caminho A: WordPress
Melhor equilíbrio entre controle, SEO, flexibilidade e custo. Ideal para site institucional, blog, serviços, portfólio completo e até loja (quando bem configurada).

Caminho B: Construtores de site
Ideal para colocar no ar rápido com pouca manutenção. Funciona bem para portfólio simples, site institucional enxuto e landing pages. Pode limitar SEO, personalização e migração.

Caminho C: Plataformas de e-commerce
Melhor quando a prioridade é vender: catálogo, checkout, pagamentos, frete e integrações. Em muitos casos, vale separar “site institucional” e “loja” para não misturar objetivos.

Se você ainda está na dúvida, use a matriz abaixo para decidir com segurança.

Matriz de decisão: WordPress vs construtores vs e-commerce

Plataforma Melhor para Velocidade para publicar Controle e personalização SEO (potencial) Custo no longo prazo Migração depois Se eu fosse você…
WordPress Serviços, conteúdo, blog, institucional completo Média Alto Alto Baixo a médio Boa Escolha se quer crescer com liberdade
Construtores Portfólio simples, institucional enxuto, landing page Alta Médio Médio Médio a alto Limitada Escolha se quer rapidez e simplicidade
E-commerce Loja, catálogo, vendas e automações Média Médio Médio Médio a alto Variável Escolha se checkout e operação são prioridade
“Do zero” com código Projetos muito específicos Baixa Muito alto Alto Alto Boa Só se você já tem dev ou equipe

Domínio: como escolher um nome que passa confiança

O domínio é seu endereço na internet. Ele influencia a percepção de marca, confiança e até a facilidade de alguém te encontrar de novo depois.

Regras simples para não errar (curto, memorável, sem confusão)

Um bom domínio costuma seguir estes critérios:

  • Curto o suficiente para digitar sem pensar

  • Fácil de falar e de entender no WhatsApp

  • Sem números e sem hífens (evite confusão)

  • Próximo do nome da marca ou do serviço principal

  • Sem riscos de marca registrada (pesquise antes)

Se você ainda não tem um nome forte de marca, prefira algo que una marca + categoria (ex.: “nome + studio”, “nome + engenharia”, “nome + estética”). Isso ajuda a pessoa lembrar e reduz a chance de você competir com nomes genéricos.

.com.br vs .com e quando registrar variações

Se o seu público é principalmente do Brasil, o .com.br costuma transmitir mais “cara de empresa local” e reduz dúvida na hora de digitar.

Quando vale registrar mais de uma versão (estimativa plausível)?
Quando você já tem marca definida, tem tráfego de anúncios ou quer evitar que outra pessoa use um nome muito parecido. Você redireciona tudo para um domínio principal e mantém o resto como proteção.

E-mail profissional no mesmo domínio

E-mail com domínio próprio aumenta resposta em orçamento, parceria e propostas. Além disso, evita cair em spam com mais frequência do que e-mails gratuitos em algumas situações.

Se você quer aprofundar custos e escolhas sem erro, use este apoio interno:

Quanto custa um domínio

Hospedagem: como escolher sem travar performance e SEO

Hospedagem é onde o seu site “mora”. Uma escolha ruim aqui vira problema em cadeia: lentidão, instabilidade, suporte que não resolve, quedas e dificuldade para escalar.

Compartilhada, WordPress gerenciada, VPS e Cloud: quando usar cada uma

Hospedagem compartilhada
Boa para site pequeno e início de projeto, desde que o provedor seja estável. É o ponto de partida mais comum.

Hospedagem WordPress (gerenciada ou otimizada)
Boa para quem quer praticidade e menos manutenção. Em geral, traz cache e configurações já pensadas para WordPress.

VPS
Boa para sites em crescimento, projetos com demandas específicas e quando você precisa de mais controle. Exige mais conhecimento ou suporte técnico.

Cloud
Boa para picos de acesso e projetos que não podem “cair”. Pode custar mais, mas entrega mais estabilidade e escala com menos dor.

Checklist de compra (o que comparar de verdade)

Antes de contratar, confira estes pontos. Eles resolvem a maior parte dos problemas que aparecem depois:

  • SSL incluso e ativação simples

  • Backup automático (e facilidade para restaurar)

  • Suporte rápido e que realmente resolve

  • Recursos compatíveis com seu tipo de site (ex.: WordPress, loja, banco de dados)

  • Possibilidade de upgrade sem migração traumática

  • Painel simples para DNS, e-mails e instalações

  • Reputação do provedor (não só preço)

Se você quer uma lista mais completa de critérios e opções, este conteúdo interno ajuda a escolher com mais segurança:

Melhores empresas de hospedagem de sites

Erros comuns que derrubam site novo

Erro 1: escolher hospedagem só pelo menor preço
O barato costuma aparecer depois como lentidão, quedas e suporte que empurra problema.

Erro 2: ignorar backup automático
Quando dá problema, você descobre que “backup” não é igual a “restauração simples”.

Erro 3: comprar um plano sem pensar no crescimento
Se você sabe que vai rodar anúncios, subir vídeos, postar muito conteúdo ou virar loja, evite planos no limite. Upgrade existe para ser usado, mas você não quer migrar no susto.

Plataformas: o que muda entre WordPress e outras opções

Aqui está o que ninguém te fala de forma clara: plataforma não é só editor bonito. Ela define o quanto você controla SEO, performance, integrações e até o que acontece se você quiser trocar no futuro.

Caminho A: WordPress do jeito certo (sem exagero de plugins)

O WordPress tende a ser a escolha mais “segura” para quem quer crescer com conteúdo, páginas de serviço e SEO. Ele é flexível, tem milhares de temas e plugins, e você não fica preso a um único fornecedor.

O segredo é começar simples: tema leve, poucas extensões e páginas essenciais bem feitas.

Para entender por que ele costuma ser a plataforma mais escolhida em projetos profissionais, veja este material interno:

WordPress: por que é a melhor plataforma de sites

Caminho B: Construtores (rapidez com limites)

Construtores de site são ótimos quando você precisa publicar rápido e manter tudo com o mínimo de esforço.

O que você deve observar com cuidado:

  • Exportação e migração (se amanhã você quiser sair, consegue?)

  • Controle de SEO (títulos, descrições, URLs, redirecionamentos)

  • Performance no celular (templates bonitos podem ser pesados)

  • Custos crescentes conforme você precisa de recursos extras

Se o seu objetivo é um site simples, sem blog e sem muitas páginas, construtor pode ser perfeito. Se você quer crescer com conteúdo e SEO, pense duas vezes.

Caminho C: E-commerce (venda antes de “site bonito”)

Se você quer vender, seu site precisa ser pensado como operação: produto, categoria, estoque, pagamento, frete, abandono de carrinho e pós-venda.

Muita gente começa pelo visual e esquece do básico:

  • Checkout simples

  • Formas de pagamento confiáveis

  • Regras de frete claras

  • Páginas de produto que tiram dúvidas rapidamente

Estrutura do site: páginas essenciais para não parecer incompleto

Um site profissional não é “muitas páginas”. É ter as páginas certas, com a informação na ordem certa, para o visitante entender rápido e tomar uma decisão.

Home: o que precisa aparecer acima da dobra

A Home precisa responder em poucos segundos:

  • O que você faz (sem frase vaga)

  • Para quem é (tipo de cliente)

  • Qual próximo passo (orçamento, WhatsApp, agendar, comprar)

Checklist de blocos que quase sempre funcionam:

  • Título com benefício claro

  • Subtítulo explicando o “como”

  • 1 CTA principal (botão)

  • Lista curta de serviços ou soluções

  • Provas de confiança (depoimentos, números, logos, cases)

  • Chamada final com CTA

Sobre: confiança antes do portfólio

A página Sobre não é currículo. Ela é prova de credibilidade.

Inclua:

  • Quem está por trás (pessoa ou empresa)

  • Por que você faz isso (1 parágrafo)

  • Como você trabalha (processo em 3 a 5 passos)

  • Provas (experiência, cases, certificações, depoimentos)

Serviços ou Produtos: páginas que ajudam o cliente a decidir

Essa é a página que mais deveria converter.

Estrutura simples por serviço:

  • Para quem é e quando faz sentido

  • O que está incluso (em bullets curtos)

  • O que não está incluso (reduz atrito e retrabalho)

  • Como funciona o processo

  • Prazo típico e o que influencia prazo

  • CTA direto (com promessa de retorno)

Se você tem muitos serviços, crie uma página “Serviços” como hub e páginas individuais para os principais. Isso melhora navegação e deixa o SEO mais claro.

Contato: menos campos, mais respostas

Formulário bom é o que as pessoas preenchem.

Use poucos campos:

  • Nome

  • Telefone ou WhatsApp

  • E-mail

  • Mensagem (com dica do que informar)

Se a maioria dos seus contatos acontece no WhatsApp, o CTA principal pode ser WhatsApp e o formulário ficar como alternativa.

Blog: quando vale começar agora e quando deixar para depois

Blog vale a pena quando:

  • Você precisa educar o cliente (serviços complexos)

  • Você quer tráfego orgânico constante

  • Você consegue manter frequência mínima

Se você ainda não tem conteúdo, comece com 3 artigos que respondem dúvidas reais do seu público e evolua com consistência.

Páginas de confiança

Para reduzir desconfiança e evitar problemas, inclua:

  • Política de Privacidade

  • Termos de Uso (se aplicável)

  • Política de Cookies (se você usa rastreamento)

Conteúdo e design que convertem

Design não é enfeite. Ele existe para guiar o visitante até a ação.

Texto que responde rápido “quem, o quê e como contratar”

Se o visitante precisar “caçar” informação, você perde conversão.

Modelo de escrita que funciona bem:

  • Frases curtas

  • Tópicos com subtítulos

  • Parágrafos pequenos

  • Uma ideia por bloco

Evite:

  • Texto grande sem respiro

  • Termos vagos tipo “soluções completas”

  • Promessas sem dizer como

CTAs e formulários enxutos

Escolha 1 CTA principal por página. Dois CTAs fortes competem entre si.

Boas práticas:

  • Repita o CTA principal pelo menos 2 vezes (início e final)

  • Use microcopy simples (ex.: “Responderemos ainda hoje”)

  • Confirme o que acontece depois do envio (ex.: “Você recebe resposta por WhatsApp”)

Mobile-first na prática

O celular não é versão reduzida. É a versão principal.

Checklist rápido:

  • Botões grandes e fáceis de clicar

  • Tipografia confortável

  • Espaçamento entre blocos

  • Nada importante escondido em carrossel

  • Imagens leves para não travar no 4G

SEO e indexação desde o primeiro dia

SEO não começa no blog. Começa na estrutura do site.

Títulos, URLs e headings

Regras que evitam erro comum:

  • Uma página, um assunto

  • Um H1 por página (no WordPress isso costuma ser o título)

  • H2 para seções principais e H3 para subtópicos

  • URL curta e descritiva, sem datas e sem “palavra por palavra”

Em páginas de serviço, deixe claro o que é, para quem é e a região atendida (se fizer sentido). Isso ajuda o Google e ajuda o visitante.

Sitemap e Search Console: o caminho mais curto para indexar

Dois passos práticos:

  • Garanta que seu sitemap existe e está acessível

  • Envie o sitemap no Search Console e acompanhe se o Google está lendo

Depois, use inspeção de URL nas páginas mais importantes (Home, Serviço principal, Contato) para acelerar a descoberta.

Conteúdo “citável” por IA: respostas diretas, FAQ e checklists

Se você quer aparecer em respostas e resumos, facilite o trabalho:

  • Crie parágrafos que “fecham” uma dúvida

  • Use listas curtas quando o leitor precisa decidir

  • Faça FAQ com perguntas reais (não perguntas inventadas)

Para aprofundar o WordPress com foco em estrutura e crescimento:

WordPress: por que é a melhor plataforma de sites

Publicar e evoluir

Publicar não é o fim. É o começo.

Checklist final antes de divulgar

Revise:

  • Todos os botões e links funcionam

  • Formulário envia e você recebe

  • Site abre bem no celular

  • Títulos e descrições básicas estão preenchidos

  • Páginas essenciais existem (Home, Sobre, Serviços/Produtos, Contato, Privacidade)

  • WhatsApp (se usado) está clicável e fácil de achar

O que medir (para saber se o site está dando resultado)

Acompanhe pelo menos:

  • Cliques no WhatsApp

  • Envios de formulário

  • Ligações (se houver)

  • Páginas mais visitadas

  • De onde vem o tráfego (Google, redes, anúncios)

Se você não mede, você melhora no escuro.

Próximas melhorias que valem mais do que trocar tema

Priorize melhorias que movem o ponteiro:

  • Melhorar a Home para explicar melhor o que você faz

  • Criar páginas de serviço individuais para as soluções que mais vendem

  • Adicionar provas (depoimentos, cases, números)

  • Criar 3 a 5 conteúdos que respondem dúvidas antes do orçamento

  • Otimizar imagens e reduzir peso (isso melhora experiência e SEO)

Quanto custa criar um site do zero

O custo varia mais pelo escopo do que pela tecnologia. A pergunta certa é: “quanto custa colocar um site no ar que realmente gere contato e venda?”

Estimativa plausível por cenário, com lógica simples:

  • Site simples (poucas páginas, sem integrações complexas): tende a custar menos porque tem menos conteúdo e menos variações de layout

  • Site institucional completo (páginas de serviço, blog preparado, tracking): sobe porque exige arquitetura melhor e mais conteúdo

  • Loja virtual: sobe porque envolve catálogo, checkout, frete, pagamentos e testes

Para ter números detalhados por tipo de projeto e manutenção:

Quanto custa um site

Domínio normalmente é custo anual e é pequeno perto do impacto que ele tem em credibilidade:

Quanto custa um domínio

Erros comuns ao criar um site (que dão retrabalho)

  • Publicar sem CTA claro e depois “não entender” por que não chega contato

  • Colocar texto genérico na Home e esconder o serviço principal

  • Usar tema pesado e muitos plugins “faz tudo”

  • Subir imagens gigantes direto do celular sem otimizar

  • Criar páginas demais sem hierarquia (ninguém acha nada)

  • Deixar SEO para depois e perder meses até o Google entender o site

FAQ: dúvidas frequentes sobre como criar um site do zero

Preciso saber programar para criar um site?

Não. Você pode criar com WordPress, construtores ou plataformas de e-commerce sem escrever código. Programação entra quando você quer algo muito específico ou quando precisa de integrações sob medida.

WordPress ou construtor: qual é melhor?

WordPress costuma ser melhor quando você quer crescer com conteúdo e SEO e ter liberdade de evolução. Construtores costumam ser melhores quando você quer publicar rápido e manter tudo simples, aceitando limites de personalização e migração.

Qual hospedagem devo escolher para começar?

Se o site é pequeno, uma boa hospedagem compartilhada ou otimizada para WordPress costuma ser suficiente. Se você vai rodar anúncios, crescer rápido ou precisa de estabilidade máxima, considere planos mais robustos.

Quanto tempo leva para colocar um site no ar?

Um site simples pode ficar pronto rápido se você já tiver textos, fotos e estrutura decidida. O que mais atrasa é falta de conteúdo preparado e mudanças de escopo no meio do caminho.

O que é indispensável para um site parecer profissional?

Páginas essenciais bem escritas, CTA claro, versão mobile confortável, velocidade aceitável, formulário funcionando e elementos de confiança (provas, processos, depoimentos).

Fontes:

Google Search Central: criar e enviar sitemap

Google Search Console: enviar sitemap

WordPress.com: boas práticas de otimização de imagens